Em 1943, na Rua da Consolação, número 2.423, nascia o Cine Belas Artes; seu nome era Cine Ritz e nem sonhava em se transformar num patrimônio da cidade e referência para os moradores de São Paulo. Hoje, considerado um espaço público de ocupação cultural, o Cine Belas Artes já passou altos e baixos ao longo dos anos e na última semana comemorou mais uma vitória em sua história.
Depois de ser Cine Ritz, ele foi o Cinema Trianon, até que em 1967, depois de uma reforma, se tornou o famoso Cine Belas Artes. Na década de 70 ele pertencia ao grupo francês Gaumont, que era exibidor, distribuidor e produtor de cinema. Durante os anos 80 o Belas já havia se tornado local disputado entre os paulistas e entre os cineastas, que escolhiam o espaço como tela preferencial para a estreia de seus filmes.
André Sturn se tornou proprietário em 2002, quando o espaço já não estava tão bem assim. Para reerguer o local ele foi atrás de parcerias para o projeto e encontrou a O2, produtora do cineasta Fernando Meirelles. E em 2003, conseguiu o apoio do HSBC. Em 2004 renascia o agora HSBC Belas artes.
O documentário “Cine Belas Artes – Consolação. 2423”, do diretor Luan Cardoso, retrata a luta dos frequentadores e adoradores do espaço nos últimos três anos pela reabertura, desde que fechou novamente. Após perder o patrocínio do HSBC (março de 2010), o aumento do valor do aluguel e a não renovação do proprietário do prédio com a administradora do cinema, o Belas Artes encerrou suas atividades em 1 de janeiro de 2011. Depois de 43 anos aberto, o Cine Belas Artes preparou uma programação especial de retrospectiva, com filmes clássicos e que passaram nas telas do local.
O Movimento Belas Artes (MBA) vem defendendo que o cinema é um patrimônio cultural, que faz parte da história de São Paulo e sendo assim, não pode ser fechado para se tornar uma loja – proprietário do imóvel Flávio Maluf disse que iria abrir uma loja no local. Em outubro do ano passado o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico de São Paulo (Condephaat), decidiu pelo tombamento da fachada do prédio, primeira conquista do MBA.
Nas última semana foi anunciado a esperada reabertura do cinema, agora batizado de Cine Caixa Belas Artes, pois ganhou o patrocínio da Caixa Econômica Federa. Depois de 100 mil assinaturas do abaixo assinado para a reabertura, o espaço tem previsão para reabrir em maio deste ano. Uma conquista para a cidade e segundo Juca Ferreira, secretário municipal da cultura, para os cinemas de rua também, que terão um incentivo para ressurgir nas ruas do centro.








Olá, sou estudante de jornalismo e estou desenvolvendo meu TCC sobre o Cine Caixa Belas Artes. Gostaria de saber como funciona a política de direitos autorais de vocês pelas fotos do cinema. As fotos estão muito boas e eu gostaria de utilizá-las no meu projeto. Aguardo retorno! Atenciosamente, Nathalie
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